Reabertura das áreas comuns gera novo debate entre síndicos e condôminos

 O especialista em assuntos condominiais, Nicson Vangel orienta síndicos e moradores sobre a tomada de decisões; a assembleia virtual é um dos caminhos para solucionar os conflitos


A volta às atividades nos espaços comuns dos condomínios vem sendo motivo de debate desde o início da flexibilização da pandemia do novo coronavírus, causada pelo Covid-19. Para muitos moradores, alguns espaços como academia, piscinas, playgrounds já deveriam estar em funcionamento. Mas também existem as pessoas que são contra essa decisão. O especialista em assuntos condominiais, Nicson Vangel, destaca a importância da assembleia virtual, realizada antes de qualquer tomada de decisão, para que sejam evitados os conflitos.

Em Águas Claras, bairro residencial quase 100% formado por condomínios verticais, por exemplo, foram registradas centenas de solicitações de reabertura das áreas comuns dos prédios. Os moradores deram início a campanhas junto aos administradores, com o intuito de chegar também até o Governo do Distrito Federal, para que as áreas de lazer sejam reabertas. Alguns moradores alegam que a reabertura é essencial nesse momento, inclusive, para a saúde mental dos moradores.

Para Nicson Vangel, a palavra final da reabertura está nas mãos dos próprios moradores, que, por meio de uma assembleia virtual, podem tomar a melhor decisão para o bem coletivo. Ele ressalta que o mais importante é definir as regras de utilização, para garantir que a utilização seja feita de maneira segura pelos condôminos. Uma das formas sugeridas é estabelecer horários para a utilização e limitação de pessoas nos espaços, por exemplo.  

Outro ponto destacado pelo consultor é a importância do respeito aos moradores que são contra a reabertura. “Vale a pena destacar que as regras precisam ser respeitadas por todos, mas sempre tendo o cuidado para que não afetem o morador que é contra a reabertura”, lembra Nicson.   

O especialista também orienta que, em caso haja uma resistência por parte do síndico em promover a assembleia virtual, os próprios moradores podem convocar a reunião, desde que haja participação de um quarto (¼) dos moradores, e que sejam estabelecidas as regras para o bem comum. “A solução passa pelo diálogo e pela realização da assembleia virtual, que deve ser realizada antes de qualquer decisão tomada para que sejam sanados os conflitos”, orienta o especialista.

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