Bolsonaro testa positivo para coronavírus


Esse foi o quarto procedimento pelo qual o presidente foi submetido para verificar se contraiu o vírus. Os outros três deram negativo. Em entrevista coletiva, presidente disse que seu resultado deu positivo

Foto: Print live.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que contraiu o novo coronavírus. O resultado foi confirmado após o chefe do Planalto ter apresentado febre no dia anterior e feito um exame para detectar a covid-19. "Estou perfeitamente bem. Vou despachar por videoconferência e assinar papéis aqui (Palácio da Alvorada)", afirmou.

Na noite de segunda-feira, 6, a Presidência da República divulgou uma nota informando que Bolsonaro estava em "bom estado de saúde".

Com 65 anos, Bolsonaro faz parte do grupo de risco da doença. De acordo com autoridades médicas, idosos são mais vulneráveis aos efeitos da covid-19. Até segunda-feira, 6, o Brasil registrou 1.626.071 casos e 65.556 mortes pelo novo coronavírus, de acordo com dados do consórcio composto pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

Na noite de segunda, Bolsonaro fez um exame dos pulmões, no Hospital das Forças Armadas, e também se submeteu ao teste para covid-19. “Tá tudo limpo”, afirmou a apoiadores. Mesmo com a suspeita de estar com a doença, ele se aproximou das pessoas e tirou fotos com quem estava em frente ao Palácio da Alvorada. O presidente usava máscara e disse que não podia ter contato muito próximo.

Assessores do presidente também fizeram exames, porém, se submeteram a testes rápidos, imprecisos para detectar a covid-19. Foi o caso dos ministros Braga Netto (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). O teste rápido detecta a presença de anticorpos para o vírus no sangue que só são identificáveis a partir do sétimo dia do surgimento dos sintomas da infecção. 

Segundo a agenda oficial, o presidente esteve com seis ministros e um secretário especial na segunda-feira, 6. Alguns assessores, como os ministros Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), também realizaram o exame e despacharam no Palácio do Planalto nesta terça-feira. Bolsonaro tinha uma audiência agendada com Ramos no Palácio do Planalto, às 15 horas.

As reuniões na segunda-feira foram com Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Levi Mello (Advocacia-Geral da União). A última agenda ocorreu às 16h40 com o secretário especial de Cultura, Mário Frias.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL- GO), também se reuniu com Bolsonaro, mas em um encontro reservado fora da agenda. O parlamentar aguardava os resultados do exame do presidente para se submeter a um teste. Major Vitor Hugo e Bolsonaro almoçaram juntos no Palácio do Planalto em um encontro fora da agenda. O parlamentar entrou na lista de cotados para o Ministério da Educação.

No sábado, 4, Bolsonaro foi à residência do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, com ministros e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República. Ele não usou máscara e se confraternizou com abraços, de acordo com imagens divulgadas pela Presidência da República. Na sexta-feira, 3 houve um almoço no Palácio da Alvorada com ministros e empresários - também com apertos de mão, abraços e sem máscara. 

Em março, o presidente havia feito três testes para a doença, após viagem oficial aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump. Pelo menos 23 pessoas da comitiva brasileira foram diagnosticadas com a covid-19. Na ocasião, Bolsonaro anunciou que o resultado foi negativo, mas se recusou a mostrar os exames. Os documentos foram divulgados depois de o Estadão entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), para obrigar que a informação fosse divulgada em nome do interesse público.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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