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Questão de Saúde Pública

10/08/2017

/ por Paulo Melo
O Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF/DF) recebeu com preocupação a notícia da falta de reagentes para a realização do teste de detecção da carga viral em portadores do vírus HIV nos estoques do laboratório central da Secretaria de Saúde

Segundo a presidente da autarquia, Dra. Gilcilene Chaer, que é doutora em ciências médicas, esse teste é fundamental para o seguimento e prognóstico dos portadores do vírus.

A importância disso

De acordo com Chaer, no prognóstico e acompanhamento dos pacientes, a carga viral ajuda a prever o quanto a doença está em evolução ou até quanto tempo o indivíduo vai continuar sem doença ativa. Quanto maior a carga viral, mais rápida é a progressão da doença.

“O exame é tão importante que prevê a facilidade de transmissão do vírus para outra pessoa, por exemplo, quanto maior a carga viral maior o risco de transmissão do HIV. A importância maior do teste é na gestão da terapia, o teste mostra se o medicamento está fazendo efeito, se está controlando a replicação do vírus. O tratamento está funcionando se os níveis de carga viral baixam em 90% pelo menos, caso contrário a medicação deve ser revista. É importante que a carga viral seja mensurada de 4 a 8 semana após o início do tratamento ou após a mudança do medicamento e deve ser monitorado a cada 6 meses depois que os pacientes chegam a níveis indetectáveis de carga viral. É realmente preocupante que o Brasil, que é referencia mundial no manejo da AIDS, e, também a capital de todos os brasileiros estejam passando por este problema”, finalizou a presidente do CRF/DF.

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