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Políticos buscam alianças, de olho no GDF em 2018

A corrida eleitoral para escolha do próximo governador do DF já começou. Nos bastidores, os principais partidos articulam alianças para ingressar na disputa – com muitos pré-candidatos, contudo, nenhuma chapa está garantida. Nem mesmo é certo se o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), tentará a reeleição

Fora do poder, os partidos de centro-direita já formaram um grande bloco, que conta com DEM, PMDB, PSDB, PP e PTB. Só deste lado, já são três pré-candidatos: o deputado Alberto Fraga (DEM), o ex-distrital Alírio Neto (PTB) e o deputado Izalci Lucas (PSDB).

O ex-vice-governador, Tadeu Filippelli (PMDB), também estaria nessa disputa, mas suas ambições foram prejudicadas pelo envolvimento na Operação Panatenaico, que investiga desvios na construção do Estádio Mané Garrincha. Filippelli já foi indiciado pela Polícia Federal, junto ao ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

Com tantos concorrentes no “blocão” da direita, deverá ser candidato quem tiver melhor desempenho nas pesquisas de intenção de voto. “Desde o ano passado fizemos um pacto de que nos uniríamos. Quem tiver melhor em março de 2018 será o candidato”, afirma Alírio Neto.

Tradicional apoiador dos partidos em questão, o PR, de José Roberto Arruda e Jofran Frejat, não confirmou a participação no bloco. Frejat é um dos pré-candidatos mais fortes: em 2014, terminou a eleição em segundo lugar, com 44% dos votos. Ele não definiu ainda de que lado está, mas é cortejado também pelo senador Cristovam Buarque (PPS), que pretende concorrer à reeleição no Senado. Ele espera contar também com o presidente da Câmara Legislativa do DF, Joe Valle (PDT) – possivelmente como candidato a vice-governador.

“Frejat, hoje, é o candidato que está na frente”, admite Alírio. “Mas acredito no potencial da minha estratégia política, na minha baixa rejeição, estou me colocando na certeza de crescimento”, diz.

Izalci elabora projeto

Outro pré-candidato que declara abertamente suas intenções é o deputado Izalci. Remando na contramão da executiva nacional do PSDB, que ensaia uma aproximação com o PSB, o deputado garante que apoio à reeleição de Rollemberg está descartado.

“Estou preparando um projeto para ser candidato. Não é qualquer um que vai dar conta dessa cidade. A pessoa tem que ter credibilidade para trazer novas empresas, e não acontecer o que está acontecendo hoje”, explica o parlamentar.

À esquerda

Partidos de esquerda também anunciaram a intenção de ter candidato próprio. É o caso do PCdoB, que pode lançar o nome da ex-ministra e ex-senadora Emília Fernandes – também estão no páreo, contudo, o professor da UnB Volnei Garrafa e a ex-secretária da Mulher do GDF e Decana de Extensão da UnB, Olgamir Amancia.

Pelo Psol, a advogada e auditora da CGU (Controladoria Geral da União) Anjuli Tostes começou a articular sua possível candidatura.

No caso do PT, a escolha do candidato deve ser definida nas próximas semanas. O nome de Agnelo Queiroz está descartado. As possíveis indicações passam pela deputada federal Érika Kokay – um dos nomes mais fortes – a ex-deputada distrital Arlete Sampaio, o ex-deputado federal Geraldo Magela e também pelo distrital Chico Vigilante.

“Vamos começar a elaboração do programa para recuperar a cidade, que passa pela recuperação da saúde e da educação”, avisa Vigilante.

Rollemberg e o desafio da reeleição

Até o momento, o panorama para a reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB) é sombrio. O governador não conta com a aprovação da população e vê sua popularidade afundar ainda mais com medidas como o possível parcelamento de salários de servidores. Os funcionários públicos, aliás, se sentem “perseguidos” pela gestão, que não conseguiu contornar os obstáculos financeiros e se recusou a pagar, por exemplo, reajustes firmados na gestão passada.

Além de ter assumido medidas impopulares, o governo não conseguiu resolver situações em áreas-chave, como saúde e segurança. Por dois anos, insistiu em projetos como a parceria com organizações sociais em hospitais públicos, que não conseguiu levar para frente.

Com o orçamento comprometido e inflado, o governo também falhou em uma de suas principais promessas, a de que faria uma “nova política”, com gestores indicados conforme a credibilidade e currículo, e não indicações políticas. Sem apoio na Câmara, contudo, o loteamento de cargos foi inevitável e a eleição para administradores regionais, só para citar um exemplo, não saiu do papel (veja mais promessas não cumpridas abaixo).

Isolado

Ex-secretário e antigo homem-forte de Rollemberg, o jornalista Hélio Doyle, que é amigo pessoal do governador, diz que ele tem menos de 13% de chances de reeleger.

Hélio considera que a forte rejeição sofrida por Rollemberg é um grande fator, mas também pesa o fato de que o governador quase não tem apoio político. “Ele se isolou. Não tem aliados, perdeu apoio de todos os lados”, avalia Doyle. “Tecnicamente, diria que ele ainda tem chances porque não apareceu nenhuma candidatura nova, que surpreenda o eleitorado. Nenhum desses que se apresentaram é aprovado”, argumenta.

De fato, o governador não tem fortes aliados para dar fôlego à disputa. Nem mesmo o PSD, do vice Renato Santana (com quem teve rusgas), confirmou que estará ao seu lado. O governo aposta no apoio de partidos menores, como o Podemos e o PRB, do deputado distrital mais votado em 2014, Julio Cesar, que tampouco são certezas.

A expectativa seria angariar a chancela do PSDB, uma vez que os tucanos têm se aproximado do PSB nacional. Mas, como antecipado pelo deputado Izalci Lucas, o partido pode não seguir esta linha por aqui. “Temos certeza de que estaremos de lados opostos, mas tenho minhas dúvidas se ele vai tentar a reeleição”, afirma o deputado. É esperar para ver.

Fonte: Jornal Metro

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