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Futevôlei atrai cada vez mais praticantes na capital

02/05/2017

/ por Paulo Melo
Para Romário, ex-jogador de futebol, Brasília nunca esteve tão bem representada no esporte como agora



O futevôlei nasceu nas praias cariocas e tem contagiado os brasilienses. O esporte é a junção do futebol com o vôlei. A modalidade é praticada em uma quadra de areia, na qual os jogadores não podem utilizar as mãos, antebraço ou os braços para tocar na bola.

A primeira vez que se ouviu falar de futevôlei em Brasília foi no final da década de 1980. Empresários, recém-chegados do Rio de Janeiro, trouxeram o novo esporte para a capital e, desde então, o futevôlei não para de encantar gerações.

Romário, ex-jogador de futebol profissional e senador da República pelo Rio de Janeiro, pratica a modalidade desde os 20 anos de idade. Com 51, ele dedica o tempo livre tanto ao futevôlei, quanto ao futebol. “Gosto do futevôlei por ser muito saudável e por poder jogar em um dos lugares que mais amo, na praia”, diz Romário.

Segundo o “Baixinho”, o esporte trabalha todo o corpo. “O futevôlei traz equilíbrio, força, velocidade, habilidade e senso de posicionamento. Então, é pela união desses elementos que faz sucesso no mundo todo e principalmente no Brasil”, declara Romário.

Luciano Araújo, conhecido como “Mistura”, é ex-jogador de futsal profissional e atualmente professor de futevôlei no Iate Clube de Brasília e no Parque da Cidade. “Fui jogador profissional de futsal durante 15 anos, e quando me aposentei das quadras comecei a praticar o futevôlei no Parque da Cidade, o que depois virou uma profissão”, relata.

Mistura diz que as regras são básicas. Nesse esporte o jogador não pode usar as mãos, podendo ser jogado em dupla, trio e até mesmo entre quarteto. A rede, que fica no centro da quadra, tem altura de 2,2 metros para homens e de 2 metros para mulheres. A quadra de areia mede 18m x 9m e pela regra nenhum jogador pode dar dois toques consecutivos na bola; são no máximo três toques por equipe e a bola tem que passar para o lado adversário.

A bola com a qual se pratica o esporte é um pouco mais pesada que a do vôlei, porém, mais leve que a do futebol. Os pontos são conquistados quando a bola toca a área demarcada no campo adversário. Vence a partida a equipe que atingir 18 pontos primeiro.

O professor Mistura afirma que o número de mulheres que procuram pela atividade tem aumentado significativamente. É o caso da Procuradora do Distrito Federal Danuza Ramos, que joga o futevôlei três vezes por semana. “Não gosto de academia, mas sempre pratiquei esportes. Gosto mesmo é de estar em um ambiente que me permita exercitar ao ar livre, e encontrei isso no futevôlei”, declara.

Aos 54 anos, o servidor público Marcos Vinícius iniciou no futevôlei em 1984. Ele conheceu o esporte em uma viajem que fez ao Rio de Janeiro e nunca mais parou de jogar. “Sou um apaixonado por esse esporte maravilhoso. Sem ele, tenho certeza que seria uma pessoa triste”, diz Marcos.

Para quem pretende praticar o futevôlei, Romário aconselha: “É um esporte que vai melhorar a sua qualidade de vida. Aqui em Brasília, você tem ótimos locais que ensinam a modalidade, e buscando orientação com um professor os resultados surgirão com o tempo”.

Professores dão aulas gratuitas de futevôlei no Parque da Cidade, no estacionamento 12. Nos clubes e academias, as aulas são ministradas por profissionais de Educação Física. O preço da mensalidade varia entre R$ 110 e R$ 280.

No Distrito Federal são várias as quadras de areia. As mais conhecidas são:
AABB-Associação Atlética Banco do Brasil. Contato: (61) 3223-0078
ASBAC-Associação dos Servidores do Banco do Central. Contato: (61) 3212-5419
APCEF/DF-Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do DF. Contato: (61) 3251-5950
Iate Clube de Brasília. Contato: (61) 3329-8700
Academia ClubeCoat. Contato: (61) 4141-4126
Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Contato: (61) 3226-7038

Por Raphael Borges.

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