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Brasília conta com duas equipes de bocha

15/04/2017

/ por Paulo Melo
Esporte conhecido entre gaúchos reúne cerca de 50 praticantes entre homens e mulheres que se preparam para torneio em junho

Há 15 anos, um grupo de amigos se reúne pelo menos duas vezes na semana para celebrar a cultura sulista, com churrasco, chimarrão e para a prática da maior paixão deles, a bocha. No Distrito Federal, o esporte é praticado no Centro de Tradições Gaúchas Estância Gaúcha do Planalto (CTG) por militares veteranos e as esposas. “A gente não joga como profissional, joga como amadores com o objetivo de congregar famílias. O objetivo da bocha é reunir amigos”, destaca uma das atletas Loiva Calderan.

A bocha é jogada em uma cancha, espécie de quadra, com duas equipes, sendo seis bochas (bolas) para cada grupo. O objetivo é lançá-las o mais perto possível de um bolim (bola pequena), arremessado por uma das equipes. O adversário deve tentar jogar as bolas o mais perto do bolim ou remover as do oponente.

O esporte é jogado em uma cancha com quatro bolas para cada time e um bolim.

Na Capital existem cerca de 50 praticantes, dentre mulheres e homens da terceira idade, que jogam no CTG ou no Clube do Exército. Há duas equipes, uma masculina e outra feminina, que participam de torneiros regionais e nacionais. O esporte, que veio para o Brasil pelos imigrantes italianos, é praticado por muitas mulheres, que quase sempre começam pela influência dos maridos e das amigas, como a dona de casa Cláudia Almeida, que joga desde 2011. “Quando meu marido veio transferido para cá, eu conheci as meninas e comecei a jogar bocha. Virou uma paixão”, conta. Já a costureira Maria de Fátima Sousa enfatiza o quando gosta da modalidade. “A gente começa a jogar e acaba gostando. É muito bom. Até quando der, a gente vai jogando”, afirma.

A Federação Brasiliense de bocha atua nos torneios do esporte e além do CTG e do Clube do Exército, tem vínculo com mais três entidades do entorno, Formosa, Cristalina e o PAD-DF. O vice-presidente da federação, Mauro Magno explica que não há divulgação do esporte e nem incentivo do governo. “Não há um trabalho constante para promover a bocha, a não ser quando há um torneio. A sistemática da federação é de que se faça em cada entidade um torneio. Não há vínculo com a Secretaria de Esportes”, explica.

As equipes masculina e feminina de bocha do DF se preparam para o torneio de Jogos Tradicionalistas da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, que acontecerá em junho na cidade de Querência, no Mato Grosso. A disputa é feita entre os CTG’s regionais e a cada dois anos, há um torneio nacional. O time das “prendas”, como os gaúchos costumam chamar, conquistou duas vezes o segundo lugar e uma vez o terceiro. Já os “peões” foram vice-campeões em 2011 e, neste ano, tentarão o primeiro lugar, que segundo Magno será um grande desafio. “Vamos na esperança de vencer e trazer o caneco. Não será fácil, mas vamos dar o melhor de nós para ficar em primeiro. O segundo lugar também seria uma grande conquista”.

Por Thayna Cruz

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