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Aplicativo brasiliense permite marcação de aulas particulares

17/04/2017

/ por Paulo Melo
Criada em 2016 por estudantes da UnB, a ferramenta já conta com cerca de 600 usuários

Unindo a tecnologia à educação, quatro estudantes de Engenharia da Computação e de Redes da Universidade de Brasília (UnB) se reuniram para criar o Colmeia, um aplicativo para a marcação de aulas particulares. Tiago Pigatto, 24, Marcos Guo Yan, 24, Matheus Rosendo, 22, e Mateus Pigatto, 19, desenvolveram o sistema em apenas um mês: do protótipo pensado em setembro de 2016, o aplicativo foi lançado já no final de outubro do mesmo ano.

Mateus , Tiago, Marcos e Matheus pensaram, juntos, no app Colmeia com o intuito de reforçar a ideia do trabalho coletivo

A ferramenta é autoexplicativa. O app disponibiliza três categorias de aulas: reforço escolar para ensino fundamental e médio, aulas de idiomas (inglês, francês e espanhol) e aulas de música (violão, guitarra e canto) para o público em geral. O usuário, após escolher a categoria, seleciona as preferências de data, horário e local e a ferramenta busca os professores disponíveis. Ao selecionar o docente, o usuário tem acesso a todo o currículo do professor e histórico de avaliações de outros alunos que já usaram do serviço. A cobrança é feita após o término da aula e o pagamento é feito pelo cartão de crédito cadastrado na plataforma.

Tiago e Marcos já tiveram a oportunidade de lecionar por meio de aulas particulares. Desta experiência, foi analisado o lado negativo do método tradicional. “O contato com o pai do aluno é pequeno e isso dificulta o feedback. Outro grande problema é colocar uma pessoa desconhecida na sua casa”. Tiago explica, então, o diferencial da ferramenta criada pelo grupo: “Nós realizamos uma checagem de background dos professores antes deles entrarem na plataforma, gerando mais confiança. Além disso, no final da aula o professor é avaliado e isso fica disponível para todos os outros usuários”.

A seleção dos professores é rigorosa. A equipe analisa não só informações de currículo, mas também antecedentes criminais, além de realizar entrevistas para descobrir se o professor se encaixa no perfil de trabalho da Colmeia. Tiago garante que o interesse dos docentes brasilienses em participar do programa é alto. “Atualmente temos 49 professores ativos e mais de 700 na lista de espera”.

A equipe trabalhou em uma intensa reestruturação em 2017, aumentando as modalidades e criando um site para ser outro meio de marcação das aulas

O grupo desenvolvedor é atento aos detalhes do processo. O usuário sai ganhando, assim como o professor, ao optar pela utilização do sistema brasiliense. O significado do nome da plataforma vem desta visão agregativa. “Colmeia é uma palavra que remete ao trabalho coletivo. Nós trabalhamos em parceria com os professores para promover um serviço cada vez melhor, em um formato de economia colaborativa”, explica Tiago.

O professor Ugo Fonseca, 24, que dá aulas de violão, biologia e inglês por meio da plataforma, acredita que os docentes dão um passo à frente ao participar de uma plataforma online. “É bastante cômodo para marcar as aulas. Como o professor seleciona os bairros onde ele atende, a organização de horários, cada um se organiza da maneira que acha que funciona melhor e que compensa, no fim das contas”, completa.

Já a nutricionista Raquel Fonseca, 40, é usuária assídua do programa, marcando, com regularidade, aulas para o filho de 9 anos. Ela garante a qualidade do serviço. “O aplicativo é excelente pois une agilidade, confiabilidade, qualidade e segurança. O fato de não precisar ficar negociando valores, muito menos correr atrás de referências, economiza tempo e minimiza o estresse”.

A ferramenta está disponível nas principais plataformas de download de aplicativos móveis, como App Store e Google Play. As aulas também podem ser agendadas pelo site (https://www.aulascolmeia.com.br/) do sistema. O preço da hora/aula sai a partir de R$ 49,90. O aplicativo abrange, atualmente, apenas Brasília, mas já há previsão de expansão para Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo no segundo semestre de 2017.

Por Hana Yahya

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