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Além da bicicleta, skates e patins são alternativas de transporte

19/04/2017

/ por Paulo Melo
Além de estarem na moda, eles são simples, fáceis de usar, custam pouco e não poluem o meio ambiente

Uma das maiores causas de polução do ar em Brasília é o uso de carros. A capital possui 1.263.154 veículos em circulação, todos os dias. Além das bicicletas, os patins e skates representam apenas 3% deste número, mas ainda assim, têm sido usados como alternativa aos carros para viagens curtas. Segundo a assessoria do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), veículos não motorizados são a forma mais simples de ajudar o meio ambiente. O Ibram ainda acredita que deveriam existir mais campanhas de apoio ao uso desses veículos. “É uma das formas mais simples de evitar que aumente os poluentes no ar”, afirma.

O combustível mais usado pela frota de veículos é a gasolina. Pelo menos 53% deles usam o produto, seguido da mistura de álcool e gasolina, com 35%, e depois o diesel 6%. O poluente mais perigoso é o Monóxido de Carbono (CO2), que pode ser letal, devido à capacidade dessa molécula se ligar com a hemoglobina, componente sanguíneo responsável pelo transporte de oxigênio para as células do organismo humano, o que reduz capacidade de oxigenação. O uso de veículos não motorizados é a solução para o problema que Brasília enfrentou em 2010 quando chegou ao limite de co2 permitido, mas a troca das frotas de ônibus no ano seguinte, fez com que diminuíssem os números. “Os números diminuíram, mas não estamos fora de riscos. O nosso conselho é usar menos veículos motorizados, e utilizarem mais bicicletas, patins entre outros”, alerta Ibram.

A ciclista Regina Teixeira, 29 anos, usa a bicicleta para se exercitar e para se locomover, mas acredita que a prática ajuda também no meio ambiente. “A bicicleta é um exercício. É uma forma de se locomover extremamente ecológica”, comenta. Ela ainda diz que as ciclovias da cidade são boas, mas poderiam melhorar. “Têm muitas falhas, mas ajudam de certa forma,” explica.

Foi a falta de dinheiro para comprar um carro que levou o empresário Carlos dos Santos, 25 anos, a usar a bicicleta como meio de transporte . “Não tinha dinheiro para comprar um carro, mas com a bicicleta, faço quase as mesmas coisas que o carro”, afirma. Ele diz conseguir levar a bicicleta dentro do ônibus, o que facilita ainda mais a locomoção. “A minha bicicleta é para profissionais, custou cerca de R$ 1 mil reais. Além de ser dobrável, facilita minha locomoção e me deixa mais independente”, diz.

Outras alternativas aos carros que vem se tornado cada vez mais comuns, são os patins e os skates elétricos. A estudante Keila Santos, 23 anos, Vai para a faculdade de patins. “É uma distância pequena, seria um desperdício de gasolina andar de carro”, comenta.

Skatista e músico Gabriel Terra

O músico Gabriel Terra comprou o skate elétrico após 20 anos usando o skate comum, e diz que é uma das formas mais fáceis de se locomover, sem poluir o meio ambiente. “Por ele ser elétrico eu ando tranquilo sem cansar, e ainda tenho a consciência de não estar poluindo o meio ambiente”, afirma. Ele costuma usar o skate elétrico para levar a filha à escola. Segundo ele, a filha prefere o skate ao carro. “Ela se amarra. Sempre vou para a academia e para o trabalho também de skate”, comenta.

Por: Igor Santos
Foto: Igor Santos

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