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Moradores da Asa Sul pedem reativação de posto policial da praça do compromisso

21/03/2017

/ por Paulo Melo
Entoando gritos como “O posto é do povo”, cerca de 30 moradores da 703/704 Sul se reuniram, na tarde desta segunda-feira (20), para pedir que o posto comunitário da Polícia Militar da quadra funcione por 24 horas e não seja desativado



O posto, que fechado na última sexta-feira (17), fica localizado na Praça do Compromisso, que foi batizada com esse nome em memória ao assassinato do índio Galdino Jesus dos Santos.

Para o presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, José de Aldegan, o fechamento trata-se da falta de investimento na segurança pública. “Tudo que beneficiava a população está sendo cortado. Nós necessitamos da presença de policiais aqui nessa localidade, afinal, eles nos mantêm seguros. Nada explica esse fechamento repentino”, afirma o presidente.



A advogada Michele Paula Fernandes, 39 anos, reclama que a população não foi comunicada sobre a desativação do PCS. De acordo com ela, desde que os postos começaram a ser fechados no DF, o horário de funcionamento da unidade caiu de 24 horas para 12 horas (das 7h às 19h). Na última quinta-feira (17), encerrou o expediente de vez.





“Se a população acha que o posto tem que funcionar, quem é a polícia para fechá-lo?”, questiona a moradora. Os moradores organizaram um abaixo-assinado que conta com mais de mil assinaturas pedindo a reabertura da unidade e a volta do policiamento por 24 horas.



“Vamos aguardar uma resposta da Polícia Militar. Se nada for feito, vamos entregar o abaixo-assinado ao governador”, afirma Michele. Durante o governo de José Roberto Arruda foram gastos R$ 18 milhões para a construção de 131 unidades. Quarenta e seis delas já foram alvos de vandalismo.



A universitária Beatriz Borges, 20 anos, estudante de enfermagem em uma faculdade particular da 704 Sul, conta que já foi assaltada na parada de ônibus da Praça do Índio. “Por volta das 19h, levaram meu celular. Tentei ir atrás do ladrão, mas ele se escondeu entre as casas”, lembra a jovem.




Mesmo diante da insatisfação dos moradores, a Polícia Militar do Distrito Federal afirmou não haver previsão nem para reabertura do posto da 703/704 Sul, nem de dar outra destinação para o espaço. Em resposta à reclamação de não ter notificado os moradores, a PMDF disse que “não há nenhum dispositivo legal que imponha essa obrigação”.



A corporação disse que o patrulhamento na região continua sendo 24 horas por dia e que o planejamento operacional do Batalhão responsável pela área “decidiu priorizar o policiamento com viaturas e motocicletas” para atender as ocorrências com mais agilidade e rapidez e com maior abrangência.

A também integrante do Conselho, Michele Paula, lamenta a situação e acredita que a onda de crimes irá se elevar. “Fomos pegos de surpresa. Com essa decisão, aquela rotina de assaltos voltará a ser como antes. Essa decisão precisa ser reavaliada, pois ficaremos à mercê da criminalidade”, diz.

Paulo Martins, morador da quadra há 40 anos, teme pela volta de usuários de drogas no local. “Antigamente, aqui era frequentado por um grande números de viciados. E com o posto, houve uma amenizada. Agora, se fechar, tudo isso vai voltar. Não teremos a liberdade de fazer uma caminhada noturna e ficaremos presos em nossas próprias casas. Eu fico triste esse desprezo à população”, lamentou Martins.

Moradores de outras quadras também reclamam da ausência de policiamento
Na Asa Sul, moradores de outras quadras também reclamam do aumento da insegurança com o fechamento dos postos da PM. A fundadora da prefeitura da 716 Sul, Fernanda Monturil, sofre com essa ausência desde o ano passado. “Estamos sem policiamento há oito meses e o aumento de roubos expandiu por aqui. Principalmente os furtos a veículos. Nossa rotina mudou completamente. Hoje em dia, não temos a liberdade de transitar sem medo de ser assaltados”, conta Monturil.

Já na 308/309 Sul, moradores e comerciantes também afirmam que a escalada de violência se intensificou após a remoção do posto da Polícia Militar. Segundo eles, apenas a presença do instrumento já intimidava as ações dos bandidos.

VERSÃO OFICIAL
Em nota, a Policia Militar informou que o policiamento continuará sendo realizado 24 horas por dia. O planejamento operacional do Batalhão responsável pela Asa Sul decidiu, segundo a corporação, priorizar a ronda com viaturas e motocicletas “por conta da agilidade e da rapidez no atendimento de ocorrências, além de atender uma área muito mais abrangente do que o policiamento fixo nos postos”. A PM alegou ainda que a comunicação com os moradores é feita sempre que possível.

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