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CIDADES DO DF: Turismo religioso e tradição agrícola impulsionam Planaltina

02/03/2017

/ por Brasilia de Todos Nós
A cidade mais antiga do Distrito Federal (os primeiros registros datam do século XVIII) é conhecida por celebrações tradicionais como a Folia do Divino, a Via-Sacra do Morro da Capelinha e o Vale doAmanhecer, que influenciam o turismo religioso.

O Vale do Amanhecer, que já foi palco de novela da Rede Globo, atrai, inclusive, estrangeiros. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) propõe que o lugar figure no livro de registros do Patrimônio Cultural Brasileiro e atesta: trata-se da primeira manifestação religiosa nascida com a capital.

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Foi Tia Neiva quem decidiu comprar a chácara e nela começar as primeiras atividades do Vale, ainda nos anos 1960. Na época não existia no DF manifestação cultural-religiosa organizada. O Vale do Amanhecer tem uma estrutura hierárquica e doutrinária construída com base em referências cristãs, espíritas e até orientais.

Dentro do segmento de turismo religioso, as festas tradicionais, como a do Divino, que reúne quase 25 mil pessoas, e a Via-Sacra (150 mil romeiros) também são responsáveis pelo aquecimento da economia local, beneficiando padarias, hotéis, farmácias e outros estabelecimentos de pequeno porte que atendem o centro tradicional.

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Não só turistas, mas a população local, estimada em 230 mil pessoas, atrai novos empreendimentos. Já são 4 mil empresas, com destaque para o comércio de rua, oficinas e feiras. Grandes redes varejistas dividem espaço com empresários locais.

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A vocação rural está presente desde a criação da cidade, em agosto de 1859, pela Lei nº 3 da Assembleia Provincial de Goiás. Na época os produtos para consumo da população chegavam por carros-de-boi. A primeira parada era a praça em frente ao museu do atual Centro Tradicional, de onde eram distribuídos para os comerciantes. Até hoje as produções de feijão, milho, soja, trigo, café, hortaliças e frutíferas, além dos rebanhos bovino, suíno e aves movimentam a riqueza local.


A presença do campus da Universidade de Brasília (UnB), dizem os especialistas, pode contribuir para que o campo continue a influenciar positivamente a economia da cidade. A Faculdade UnB Planaltina foi criada em 2006 para oferecer formação comprometida com a realidade regional. São quatro cursos presenciais (gestão ambiental, gestão do agronegócio, ciências naturais e educação do campo) e dois a distância (administração e biologia).

Planaltina oferece equipamentos culturais e históricos para a comunidade e os turistas. Destacam-se a Igreja de São Sebastião, o Museu Histórico e Artístico da cidade, a Biblioteca Pública e o Espaço Cultural. A Associação dos Artesãos de Planaltina desenvolveoficinadeartesanatocommatérias- primas retiradas do cerrado. Os artesãos participam de exposições e promovem oficinas de artesanato. Por sua vez, a Ação Esperança desenvolve oficinas de dança, e o Projeto Pau Pereira volta-se à preservação do cerrado – de forma lúdica, apresenta o valor do bioma a crianças, jovens e adultos da comunidade.

A revitalização das praças da cidade, outro importante pilar para a atração e a manutenção dos investimentos em cultura, faz parte do Plano de Turismo. As praças farão parte dos roteiros para visitantes. O projeto de reformas inclui melhorias na iluminação, pavimentação, ornamentação e o resgate, devido ao valor histórico da cidade.

A Região Administrativa divide-se em Setor Tradicional (Setor Residencial Tradicional Central, Norte, Sul e Leste, que inclui a Vila Buritis I, II, III, IV); Setor Residencial Norte, mais conhecido como Jardim Roriz; Setor Residencial Oeste ou Vila Nossa Senhora de Fátima; Vila Vicentina; estâncias (EMD I, II, III, IV, V) e condomínios; Arapoanga; ValedoAmanhecer; além daÁreaCentral, queabrangeossetoresEducacional, Hospitalar, Recreativo e Cultural, de Áreas Especiais Norte, de Oficinas; e as áreas rurais, que compõem a maior parte da área de Planaltina, como Rio Preto (70 km do Plano Piloto), Taquara (60 km do Plano Piloto, acesso BR-020 e DF-230), Tabatinga (35 a 65 km do Plano Piloto) e Pipiripau, com acesso pela BR-020.

A estrutura urbana da Região Administrativa VI é composta de um Batalhão do Corpo de Bombeiros, duas Delegacias de Polícia Civil – 16ª DP e 31ª DP, um Batalhão da Policia Militar – 14ª BPM, nove Postos Comunitários, 21 Escolas Públicas Rurais, 41 Escolas Públicas Urbanas,cinco Centros de Saúde, três Postos de Saúde Urbano, seis Postos de Saúde Rurais, um Hospital Regional e os seguintes Bancos: Banco de Brasília – BRB, Banco do Brasil – BB, Caixa Econômica – CEF, Itaú e Bradesco.

A data oficial da fundação de Planaltina é 19 de agosto de 1859, mas há relatos de alguns historiadores que a cidade possua mais de 200 anos. Sua área é de 1.534,69 km e sua população atual é de 180.000 habitantes.

Planaltina é uma cidade de grande riqueza cultural e histórica prova é o Museu Histórico e Artístico da cidade que guarda vivos os registros de uma população que com muito trabalho ajudaram a construir a capital do Pais.

Assim como as outras cidade do DF, Planaltina sofreu grandes alterações e expansão demográfica desde sua criação original. Hoje não é mais apenas uma cidade dormitório e vive de suas riquezas, como as geradas pelos comércios aqui instalados e da exploração da sua rica agricultura e pecuária.

Planaltina goza de grande beleza natural com seus parques, rios e cachoeiras, sem falar que é um dos mais importante berço cultural. Temos o Vale do Amanhecer, maior comunidade exotérica do país, maior teatro a céu aberto do mundo com a encenação da paixão de Cristo no Morro da Capelinha, Festa do Divino Espírito Santo e Folia de Reis. A agricultura de nossa região abastece grande parte do DF e ainda exportamos para vários outros Estados e Países.

Administração Regional: 
Área Especial, Setor Administrativo
Planaltina-DF, CEP: 73301-970
Fones:(61) 3488-9200/3488-9201/3488-9202/3488-4642
Fax: (61) 3488-9261

Fotos: Luiz Paulo.
Texto: Paulo Melo
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