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Programa Ame, Mas Não Sofra retoma atividades

Iniciativa voltada ao atendimento de familiares de dependentes de drogas ganhará unidade de apoio itinerante. Relançamento acontece na quarta-feira (22)

Programa "Ame, mas não sofra" retoma atividades
Foto: José de Paula.
Destinado a fortalecer o núcleo familiar, colaborando no tratamento de dependentes químicos, o programa Ame, Mas Não Sofra retoma as atividades na quarta-feira (22). A iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania tem como objetivo auxiliar os parentes de usuários de drogas. O trabalho terá como novidade o atendimento itinerante nas diversas regiões do Distrito Federal.

Criado em dezembro de 2013, o programa foi interrompido em dezembro de 2015, mas agora está de volta com recursos provenientes de parceiras com empresas privadas. O atendimento itinerante vai ser feito em diversas cidades e contará com uma equipe de psicopedagogos para orientar os familiares dos dependentes a respeito dos cuidados consigo ao longo do processo de recuperação do ente querido. “A palavra-chave é esclarecimento. Ninguém será capaz de ajudar um parente a se livrar do vício se estiver agindo em desespero. Tampouco será possível colaborar fazendo uma abordagem carregada de preconceitos. A dependência química é uma doença e deve ser encarada seriamente”, explica Hugo Souza Lima, subsecretário de Políticas para Justiça, Cidadania e Prevenção ao Uso de Drogas, da Secretaria de Justiça e Cidadania. Lima coordena o Ame, Mas Não Sofra.

Profissionais que atuam no programa relatam a angústia de familiares de usuários de drogas. Os casos vão desde pais e mães que, aguardando os filhos voltarem para casa, perdem noites de sono e prejudicam o desempenho no trabalho, até parentes que favorecem o consumo de substâncias ilícitas ao quitar dívidas com traficantes. “Primeiro, é preciso se fortalecer, abandonar o sentimento de culpa. Depois, em vez de simplesmente condenar o usuário, deve-se fazer proposições assertivas que conduzam ao fim da dependência”, detalha o subsecretário Hugo Souza Lima.
No ano de 2015, o programa prestou 665 atendimentos. Desse total, 76% eram mulheres e 24%, homens.

O familiar que mais recorreu à iniciativa foram as mães (33%). Quanto à substância utilizada, a maconha foi citada em 41% dos casos, seguida por álcool (27%) e por cocaína (19%). A idade do dependente cujas famílias mais utilizaram o serviço é maior de 36 anos (28%). Depois, vem a faixa etária compreendida entre 19 e 21 anos (20%). A iniciativa é desenvolvida em eventos gratuitos por meio de palestras de profissionais especialistas, de depoimentos e da participação de grupos de apoio.


Reativação do Programa “Ame, mas não sofra”

Em 22 de junho

Às 15 horas

Na Secretaria de Justiça e Cidadania

SAIN – Estação Rodoferroviária – Ala Central

Mais informações: (61) 2104-1870 ou pelo e-mail amemasnaosofra@sejus.df.gov.br


Próximo curso:

Em 28 e 29 de julho

De 14 às 18 horas

No Auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)

SMHN Quadra 3, conjunto A, Bloco 1 – Edifício Fepecs


(61) 3325-4956

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