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Brasília tem menor inflação acumulada no ano em preços ao consumidor entre 13 capitais

Variação mensal mais baixa — de abril para maio — foi registrada no setor transportes (0,76%), devido à redução no preço dos combustíveis

Foto: Dênio Simões.
De janeiro a maio, a inflação acumulada de Brasília subiu 2,65%, conforme medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta segunda-feira (13) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). É o segundo mês consecutivo em que há aumento na variação. No entanto, foi a menor quando comparada a outras capitais do País — Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Vitória. A capital capixaba apresentou crescimento inflacionário de 2,85%.

Apesar de ter registrado aumento na inflação, a variação mensal — de abril a maio —, em Brasília foi a segunda menor entre as 13 localidades: 0,45%. A capital de Goiás computou variação de 0,28% no mesmo período. O IPCA mede a variação de preços ao consumidor de famílias com até 40 salários mínimos.

Entre os setores que mais tiveram impacto para o crescimento da inflação no DF, em relação ao mesmo período do ano passado, alimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais foram os que mais se destacaram, com variação de 12,22% e 10,88%, respectivamente.

O diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Bruno Cruz, afirma que o item saúde registrou a maior variação de abril para maio: 2,45%. “Nesse mês, o aumento foi causado principalmente por planos de saúde e medicamentos.” Já a categoria transportes apresentou a menor variação mensal: 0,76%. Cruz aponta que um dos fatores para o quadro é a redução no preço dos combustíveis. “No último mês, houve diminuição do preço do álcool e da gasolina, o que causa impacto direto no preço ao consumidor”, explica o diretor.
INPC

Ainda nesta segunda-feira, a Codeplan divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação para famílias com até cinco salários mínimos. Como analisado no IPCA, Brasília teve a menor variação acumulada do ano se comparada às outras 12 capitais.

A maior alta durante maio no DF foi em saúde e cuidados pessoais, com variação de 2,28%. No primeiro setor, os produtos farmacêuticos foram os que mais oscilaram, com aumento mensal de 5,19%.

“A gente [Brasília] tem se mantido abaixo da média nacional. A projeção para o fim do ano é que a inflação seja menor do que no ano passado, com variação de 7,5%”, adianta Bruno Cruz.
Idecon

Outro estudo divulgado nesta segunda-feira foi sobre o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon), que avaliou as atividades produtivas do primeiro trimestre. De acordo com o levantamento, o desempenho econômico de Brasília retraiu-se 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Três setores da economia apresentaram retração: agropecuária (- 6,8%), indústria (-5,5%) e serviços (-6,8%). Apesar de o cenário ser de recessão, o comportamento econômico de Brasília foi melhor do que o desempenho nacional, que teve diminuição de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O
s índices foram divulgados em coletiva de imprensa, na sede da Codeplan. Foto: Pedro Ventura

Segundo a coordenadora de Contas Regionais da Codeplan e responsável pela pesquisa, Sandra Regina Andrade Silva, nacionalmente, as indústrias automobilísticas foram as que mais se retraíram. “Brasília não tem indústrias pesadas, então o abalo que essas empresas sofrem nas atividades econômicas não tem a mesma força aqui.”

Apesar de a situação em Brasília ter sido melhor do que no índice geral do País, a retração também teve implicações nos casos de desemprego, que cresceu de 13,2% em março de 2015 para 18,1% no mesmo mês deste ano.
Alimentação

Técnicos das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal também estiveram na Codeplan para apresentar o Índice Ceasa do Distrito Federal com a comparação dos produtos de abril e maio. De acordo com o economista da Ceasa João Bosco Soares, frutas foi a categoria que teve o maior aumento de preços — 0,7% a mais no mês passado —, principalmente o limão, o maracujá e a manga. O morango, a banana prata e o melão caíram 12,5%, 13,3% e 22,35%, respectivamente.

Verdura foi o setor da mesa do brasiliense que teve a maior redução de preço — 10,52%. A couve-flor, o repolho e os brócolis ficaram entre os produtos com as maiores quedas em maio. De acordo com Soares, a seca do mês é propícia para a plantação. “É esperado que nesta época haja a redução dos preços das verduras por uma questão climática. Esse é o período de produção para essas hortaliças.”

Outro setor com diminuição de preço na Ceasa foi o de legumes, com 4,33%. A beterraba registrou o maior decréscimo, com 51,9%, seguida pelo pimentão verde (48,9%). Porém, houve aumento principalmente nos preços do quiabo (58,54%) e da cebola (30,73%).

Também participaram da coletiva de imprensa o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; o gerente de Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio de Souza; e o chefe da Seção de Estatística da Ceasa, Fernando Nogueira.

Acesse a íntegra das pesquisas do Idecon-DF, do Índice Ceasa e do IPCA e do INPC de maio de 2016.

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