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Bombeiros economizaram até R$ 200 mil com práticas sustentáveis nos quartéis

Treze, das 28 unidades da corporação no DF, foram construídas com princípios de preservação ambiental. Em Taguatinga Sul, a luz solar é utilizada para iluminar os ambientes

46° Grupamento de Bombeiro Militar, em Taguatinga Sul, utiliza equipamento para filtrar a água das chuvas e usá-la nos vasos sanitários e para regar os jardins. A caixa d’água tem capacidade para 80 mil litros. Foto: Dênio Simões
A realidade sustentável do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal é antiga, mas vem sendo incrementada desde 2015 com práticas que envolvem os 28 quartéis operacionais da corporação. Há 13 unidades construídas de acordo com princípios de preservação ambiental. Quatro delas foram inauguradas em 2015 — Brazlândia, Lago Norte, Paranoá e Taguatinga Sul. A próxima região a receber as instalações será Águas Claras, ainda neste ano.

Os quartéis têm construção de baixo impacto ambiental, com espaços para coleta seletiva, infraestrutura de aquecimento solar, além da possiblidade de utilizar iluminação e ventilação naturais e água da chuva nos vasos sanitários e nos jardins. Ainda não há comparação de quanto as novas estruturas são mais econômicas do que as outras, mas o fato é evidente, segundo o presidente da Comissão de Sustentabilidade Agenda Ambiental na Administração Pública do Corpo de Bombeiros, coronel Rogério de Assunção Cruvinel.

Um sistema para monitoramento dos gastos com energia e água, por exemplo, começou a ser instalado nos quartéis nesta segunda-feira (6) — todas as unidades serão contempladas. “Cada uma ficará responsável por preencher as informações de consumo diariamente.” A expectativa é que, com a inauguração de novos quartéis, outras práticas sejam implementadas. Em Águas Claras, por exemplo, estão sendo construídas superfícies na garagem para absorver o óleo que cair das viaturas. Ainda há reformas previstas para sete quartéis pioneiros, que preservarão apenas as fachadas.




Outros projetos

No fim de 2015, o Corpo de Bombeiros Militar aderiu à Agenda Ambiental na Administração Pública, do Ministério do Meio Ambiente. A iniciativa, que surgiu em 1999 e ganhou força em 2007 com a reestruturação da pasta federal, motiva a implementação de ações que promovam a responsabilidade social. “Criamos um plano de trabalho de cinco anos, que, entre outras coisas, prevê controle dos recursos naturais e dos resíduos sólidos”, resume o coronel Rogério de Assunção Cruvinel. A corporação do DF é o único Corpo de Bombeiros inscrito.

O ministério lançou em junho de 2015 a sexta edição do Prêmio da Agenda Ambiental na Administração Pública. A corporação brasiliense está entre os três finalistas da categoria Uso Sustentável dos Recursos Naturais e concorre com a Casa da Moeda do Brasil e com na Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo (SP).

Foram 90 projetos inscritos de 68 instituições de todo o Brasil. Os bombeiros do DF registraram o uso de espuma no combate a incêndio urbano. O método usa seis vezes menos água e abafa a fumaça, que é poluente. “É uma técnica ainda nova, mas bem eficaz”, informa o coronel Cruvinel. Atualmente, todos os quartéis de Brasília trabalham com a estratégia no meio urbano.

A Comissão de Sustentabilidade Agenda Ambiental na Administração Pública do Corpo de Bombeiros foi criada em 2015. Desde então, o grupo pratica ações de sustentabilidade na corporação. No início de junho, teve início a terceira edição do Programa de Eficiência de Recursos — uma espécie de competição entre os quartéis para definir quem mais economizou no semestre.

O 1° Grupamento de Bombeiro Militar foi o primeiro a receber o prêmio, em 2015. O local economizou 12,98% em água, luz e papel no segundo semestre do ano passado. Quatorze unidades participaram e conseguiram gastar cerca de R$ 200 mil a menos. O resultado da segunda edição será divulgado durante programação do Mês do Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros, em 24 de junho.

A economia de papel foi graças ao implemento do Sistema Eletrônico de Informação, que ainda diminuiu gastos com manutenção da impressora e gasolina, por exemplo. Segundo o presidente da comissão, um motoboy passava duas vezes por semana para levar documentos de uma unidade para outra. “O procedimento ficou também muito mais rápido e transparente. Um mesmo papel tinha que passar por vários departamentos, e agora pode ser acompanhado pelo computador por qualquer um.”

O uso da água da chuva para abastecer as viaturas e a instalação de placas fotovoltaicas — que transformam energia solar em elétrica — estão em estudo para serem implementados como práticas sustentáveis nos grupamentos.

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