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São Sebastião também receberá unidade de atenção à dengue

Atendimento nas tendas começou nesta quinta-feira (11) em Brazlândia e seguirá enquanto houver demanda

O motorista José Bonfim recebe atendimento na unidade de atenção à dengue em Brazlândia
A exemplo de Brazlândia, o Hospital Regional de São Sebastião terá uma unidade de atenção à dengue — tendas de apoio para o diagnóstico da doença. A montagem está prevista para a semana que vem. Segundo o secretário de Saúde, Fábio Gondim, falta apenas estabelecer o dia exato. Ele disse ainda que outras regiões administrativas com alta incidência do mosquito Aedes aegypti, como Planaltina e Santa Maria, podem receber a estrutura posteriormente.

Na manhã desta quinta-feira (11), a unidade de Brazlândia começou a funcionar e, durante as primeiras horas do serviço, um caso foi confirmado. Cinco médicos iniciaram o atendimento, que será feito de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, com possibilidade de ampliação para os fins de semana, se houver necessidade. Por dia, há capacidade para até 250 pacientes.

Parte dos profissionais de saúde é da atenção primária da própria região de Brazlândia, mas equipes da atenção primária de Ceilândia, do Guará, do Núcleo Bandeirante, do Recanto das Emas, de Samambaia e de Taguatinga entrarão na escala para garantir o fluxo no atendimento. "Enquanto houver demanda que justifique, seguiremos com essa unidade. Pelo menos até abril ou maio", afirmou Gondim.

Brazlândia foi escolhida para receber a unidade de atenção à dengue por ser a região administrativa com o maior índice da doença em 2016, e São Sebastião é a segunda localidade com mais casos confirmados neste ano no Distrito Federal, de acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde.

Estrutura
A princípio seriam três tendas — 10 leitos e quatro consultórios —, mas uma quarta barraca de lona foi montada. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pela estrutura, essa última serve de acomodação para as pessoas que aguardam ser chamadas ou esperam pelos resultados dos exames.

Ao chegar à unidade, o paciente passa por uma avaliação clínica. Em caso de suspeita da dengue, são feitos a testagem rápida e o hemograma. Os resultados desses testes demoram de 20 minutos a uma hora. Se confirmada a enfermidade, é iniciada a hidratação. Caso o paciente esteja com suspeita de febre chikungunya ou zika, é redirecionado ao hospital, onde são feitos exames específicos.

Incentivo familiar
Há três dias com dores de cabeça, febre constante e mal-estar, o motorista de ônibus José Bonfim, de 31 anos, teve o incentivo da família para procurar atendimento médico. "Um colega que mora próximo da minha casa, na Vila São José, está com dengue. Minha esposa ficou preocupada e praticamente me obrigou a fazer os testes", conta.

Ele garante que tem tomado as medidas de segurança para evitar a proliferação do mosquito, mas sabe que, se um vizinho deixar de adotar ações para evitar água parada, todos os moradores das proximidades estarão em risco.

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