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Retirada de pneus velhos do Autódromo Nelson Piquet é retomada

Todo o material será removido até quarta-feira (13) e encaminhado para empresa de reciclagem em São Paulo

Na manhã desta segunda-feira (11), foi retomada a operação para retirar pneus velhos do Autódromo Internacional Nelson Piquet, fechado desde o ano passado para obras. A ação começou na segunda quinzena de dezembro de 2015 e reúne equipes da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Ao término do primeiro dia, cerca de 6,5 mil pneus foram removidos com o auxílio de dois caminhões.

De acordo com o secretário-adjunto da Casa Militar, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Wilton de Melo, todo o material — cerca de 40 mil aros — será retirado até quarta-feira (13). "Depois de separados e lavados, esses pneus serão reciclados ou incinerados por uma empresa de São Paulo", informa o militar. O transporte, segundo ele, não terá custos para os cofres públicos de Brasília, uma vez que a própria companhia paulista bancará o translado.

Devido aos recessos de Natal e réveillon, o serviço tinha sido temporariamente interrompido. Antes da pausa, porém, cerca de 15 mil unidades foram recolhidas e encaminhadas para reciclagem ou incineração (queimadas para alimentar forno industrial).

Pente-fino
A etapa mais demorada, explica o tenente-coronel Melo, é o procedimento para retirar as amarrações com pregos e cabos de aço que unem os pneus. Nesta fase, são usados maçaricos, serras circulares e corta-frios (equipamento semelhante a um grande alicate para cortar pregos). Se necessário, para acelerar o trabalho, mais caminhões serão solicitados à Novacap, afirma Melo.

Após a retirada da maior quantidade — aglomerada atrás de onde ficavam os boxes —, as equipes farão um pente-fino em toda a arena automobilística para recolher aqueles que estão encobertos pelo mato alto. Em relação aos pneus do kartódromo, como ele ainda abriga competições, os próprios organizadores cuidam da limpeza do local.

Aedes aegypti
A possibilidade de esse material entulhado se tornar criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, da febre chikungunya, do zika vírus e da febre amarela — foi descartada pelo representante do Corpo de Bombeiros Militar no plano do governo de enfrentamento ao inseto, major Omar Oliveira. Ele acompanhou a retomada da remoção nesta manhã, com representantes do Exército Brasileiro e da Secretaria de Saúde, e disse que o autódromo vem recebendo visitas periódicas, com aplicação semanal de larvicida, para evitar formação de focos.

A operação conta ainda com o apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), que forneceu quatro caminhões e uma pá mecânica; do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), na cessão de espaço e material de limpeza; e da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, da Secretaria de Justiça e Cidadania, com a liberação de 98 presos em processo de ressocialização para mão de obra. Os detentos participam do programa Mãos Dadas pela Cidadania.

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