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DF fecha o ano com relativa estabilidade na taxa de desemprego

Dezembro teve 6 mil postos de trabalho a menos que novembro. Na contramão do número negativo, Taguatinga foi uma das regiões que não sofreram com a redução

A taxa de desemprego total em Brasília manteve-se relativamente estável no fim de 2015, ao passar de 15,1% em novembro para 15,4% em dezembro. De um mês para outro, o número de pessoas sem emprego nas regiões com renda mais alta, a exemplo dos Lagos Sul e Norte, subiu de 6,9% para 7,1%; nas regiões intermediárias, como Taguatinga e Gama, caiu de 12,4% para 12%; e naquelas de renda mais baixa, como Brazlândia e Recanto das Emas, aumentou de 18,2% para 19,2%.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF) divulgada na manhã desta quarta-feira (27) pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e pela Companhia de Planejamento (Codeplan), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Redução de postos
O levantamento também mostra que, em dezembro, o número de desempregados na capital do País foi estimado em 237 mil pessoas, 6 mil a mais do que no mês anterior. O resultado deve-se à redução de 6 mil postos de trabalho: 2 mil no setor de indústria de transformação (o equivalente a 4,7%); mil na construção (-1,4%); mil no comércio (-0,4%); e 2 mil em serviços (-0,2%).

Na opinião do diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Bruno Cruz, os números desfavoráveis são, entre outros fatores, reflexo da crise econômica nacional. De acordo com o coordenador de Qualificação Profissional da Secretaria do Trabalho, Gerson Vicente, a pasta usará os dados para promover ações de aquecimento do mercado de trabalho durante o ano. "Retomamos o Fórum do Setor Produtivo e debatemos temas como criação de postos de trabalho e qualificação de trabalhadores."

Em 12 meses
Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, a taxa de desemprego total aumentou, passando de 11,7% para 15,4%, o equivalente a 60 mil pessoas a mais sem emprego. Foram eliminados 37 mil postos de trabalho e houve aumento de 22 mil pessoas na população economicamente ativa.

Foram reduzidos 10 mil postos de trabalho na indústria de transformação; 15 mil na construção; 14 mil nos serviços; e 4 mil em outros setores. A queda foi parcialmente compensada pelo aumento de 6 mil postos de trabalho no comércio.

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