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ARTIGO: Setor produtivo como principal aliado na crise

*O setor que mais emprega no Brasil é, hoje, também o principal responsável pelo maior número de vagas fechadas
Em setembro, foram encerrados 33,5 mil postos no setor de Serviços, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número é resultado de 530.846 admissões e 564.381 desligamentos no período.

Somos um Brasil de 14 milhões de profissionais. É o setor mais humano da economia brasileira e, portanto, com o maior potencial de empregabilidade, mas que vem lidando, neste momento de crise, com o crescente desemprego. Elenco dois grandes motivos: a alta carga tributária imposta pelo governo e a inadimplência dos contratantes dos nossos serviços.

A quantidade de tributos que recai sobre o empresariado do setor de Serviços é um nó para a competitividade e para a produtividade brasileira. Quanto maior a carga, menor é a capacidade de investimento do setor privado. Estamos em segundo lugar no ranking de países da América Latina com maior quantidade de tributos. O Brasil é um dos únicos países do mundo em que se tributa o investimento e as exportações. É fundamental que tenhamos um sistema mais simples, com redução do número de tributos e ampliação da base contributiva, que reduza o peso excessivo da carga tributária e da burocracia nela embutida. É preciso também desonerar a folha de salários de modo a aumentar a competitividade e a eficiência econômica.

Com extremo esforço, pagamos os impostos, garantimos o emprego de milhões de pessoas, a qualificação desses trabalhadores, sem qualquer incentivo fiscal do governo, e ainda honramos a execução dos nossos serviços perante o nosso maior contratante: o poder público. No entanto, precisamos lidar com a inadimplência em todas as instâncias deste poder, responsável pela contratação de 60% dos serviços de asseio e conservação. Nenhum empresário consegue sustentar um cenário de via única por tanto tempo, e chega um momento em que é preciso dispensar funcionários e atrasar contas.

Diante disso, uma última pergunta surge como reflexão: em que momento o governo federal vai perceber que o setor produtivo, com grande potencial de empregabilidade, pode ser o principal aliado em tempos de crise?

*Edgar Segato Neto é presidente da Febrac – Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação

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