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Mais profissionais de saúde encerram greve

Depois dos enfermeiros, que terminaram o movimento ontem (28), fisioterapeutas, psicólogos, bioquímicos e biomédicos decidiram voltar ao trabalho ainda nesta quinta (29)


Fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas da Secretaria de Saúde suspenderam a greve nesta quinta-feira (29). De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), os profissionais que têm ensino superior voltam ao trabalho ainda hoje. Técnicos administrativos, técnicos auxiliares, biomédicos, terapeutas e bioquímicos, entre outros, também são representados pelo sindicato. Segundo o SindSaúde, a paralisação foi encerrada, mas os trabalhadores permanecem em alerta de greve.

Enfermeiros e médicos
Na quarta-feira (28), os enfermeiros decidiram, em assembleia, voltar ao trabalho. A greve, que tinha começado em 14 de outubro, foi considerada ilegal na segunda-feira (26). O juiz Teófilo Caetano, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, determinou o retorno imediato às funções, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A Justiça também autorizou o governo de Brasília a cortar o ponto dos servidores que se ausentarem.

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) informou que a categoria permanece paralisada. A continuidade do movimento foi decidida em assembleia, nessa quarta-feira (28).

Os profissionais representados pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate) também estão em greve. De acordo com o Sindate, haverá uma reunião às 17 horas desta quinta-feira para avaliar propostas apresentadas pelo governo nesta manhã.

Ilegalidade da greve
Os servidores da Saúde decidiram entrar em greve na manhã do dia 8, após assembleia na Praça Cívica da Câmara Legislativa.

No dia 9, a Justiça determinou a ilegalidade do movimento e o retorno imediato às funções sob pena de R$ 100 mil para cada sindicato cujos filiados não cumprissem a decisão.

Ainda no dia 8, por meio de ação declaratória de abusividade de greve, a Procuradoria-Geral do DF colocou como réus o SindMédico-DF, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF), o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Radiologia do DF (Sintar-DF), o SindSaúde e o Sindicato dos Odontologistas do DF (SODF).

Na ocasião, o governo de Brasília alegou que "a greve decretada traz prejuízos irreparáveis à regular prestação dos serviços de saúde, interrompendo a assistência aos doentes em áreas críticas, tais como em UTIs [unidades de terapia intensiva] adulto, infantil e neonatal; centros cirúrgicos e obstétricos; emergência; cirurgias de cabeça e pescoço". Outro fator usado na argumentação pela procuradoria foi o aumento de demandas no Judiciário buscando atendimento na rede pública.

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