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A vez dos estudantes na sétima arte

Trinta selecionados concorrerão em sete categorias no 1º Festival de Curtas-Metragens das Escolas Públicas. Centro Educacional do Guará II disputa com oito produções


Nesta sexta-feira (18), estudantes da rede pública ocuparão a sala do Cine Brasília para assistir aos 30 vídeos selecionados entre os 101 inscritos para o 1º Festival de Curtas-Metragens das Escolas Públicas. A sessão especial, às 9h30, é parte da programação do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na segunda-feira (21), serão conhecidos os vencedores em sete categorias, na cerimônia de encerramento e premiação, no mesmo horário e local, em sessão fechada para alunos e professores.

Destaque na primeira edição do evento, o Centro Educacional I, do Guará II, concorre com oito filmes. "Ficamos surpresos com o resultado, mas trabalhamos muito para isso", afirma o professor de química da instituição, Péterson Paim. Responsável pelo projeto dentro da escola, o docente de 37 anos trabalha com a linguagem audiovisual em sala de aula desde 2004. "Sempre fui apaixonado por cinema e trouxe isso para meus alunos. Ensino sobre salinidade com Titanic e sobre força e densidade com filmes de super-heróis."

Como parte da nota final das aulas de química do ensino médio, o professor instituiu o FestQuin, no qual os alunos produzem filmes de até 15 minutos para apresentar o conteúdo da disciplina. "Para ajudá-los, promovo oficinas, e estudamos técnicas básicas de cinema", diz Paim. Neste ano, o FestQuin teve 26 inscritos e foi adaptado para que os alunos participassem do 1º Festival de Curtas-Metragens das Escolas Públicas, em homenagem ao cineasta Vladimir Carvalho, com o tema A Cara da Cultura em sua Cidade. "Ainda exigi que as produções tragam algo de química, mas de forma sutil", brinca o professor.

Esta não é a primeira vez que Péterson Paim participa do festival. Em 2013, ele ganhou o prêmio de melhor longa-metragem do júri popular do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com Cidadão Brazza, exibido na Mostra Brasília. O professor dirigiu o documentário sobre o bombeiro e cineasta Afonso Brazza, conhecido como o Rambo do Cerrado, que morreu em 2003.

Jovens diretores
Os estudantes do Centro Educacional I que participaram do projeto comentaram a experiência. Greicy Kelly Araújo, de 16 anos, por exemplo, descobriu novas habilidades ao filmar o curta O Preço da Arte, que traz a história de artistas de rua. "Já sonhei em ser atriz, virei roteirista, narradora e, agora, diretora", conta a menina, cujo nome é uma homenagem à premiada atriz norte-americana Grace Kelly.

Assim como a colega, Ana Luísa Alvarenga de Sant'Anna, de 15 anos, descobriu uma paixão: a fotografia. "Se não fosse pelo trabalho do professor, eu provavelmente não me descobriria tão apaixonada por essa área." Em A Simplicidade do Trivial, ela conta a história de um homem metódico que decide mudar de vida.

Já o aluno do terceiro ano Júlio Cézar Rodrigues, de 17 anos, destaca que o cinema sempre teve importância em sua vida. Júlio, que trabalhou como roteirista em duas produções — Nossa Sagrada Famíliae A Simplicidade do Trivial — promove o cineclube na escola, todas as sextas-feiras, das 14 às 18 horas. "Levo um pouco de cada época, do Cinema Novo brasileiro ao Nouvelle Vague francês. É uma forma de trabalharmos as linguagens com os colegas", destaca o estudante, que faz a divulgação das sessões pelas redes sociais.

Conhecida entre os colegas pelo bom humor, Beatriz Matias, de 17 anos, resolveu contar a vida de um concurseiro de forma cômica em Comcurso. "Fiquei muito feliz com o resultado e me descobri várias pessoas em uma."

Os amigos Henrique Santos da Silva e Vitor Ramos dos Santos, ambos de 16 anos, e Vitor Pinheiro, de 14, preferiram fazer um filme de terror. Em Os Dois Candangos, eles homenageiam aqueles que morreram na construção de Brasília. "Durante as gravações, chegamos a nos perder nos pontos turísticos. Quase virou um filme de terror real", diverte-se Vitor, aluno do primeiro ano. "Viramos os reis da gambiarra, tinham pessoas invadindo as filmagens nas locações."

Diretor de Entre Mesas, Robert Lucas Miranda, de 16 anos, percebeu as vantagens e as dificuldades de trabalhar em equipe, mas comemorou o resultado. "Fiz a música, a edição e a direção. Foi uma mistura de aprendizados", conta. Erick Andrey Santos, de 17, foi o ator de Cidade dos Loucos, gravado no Skate Park do Guará. A diretora do filme, Maria Eduarda Vaz, de 15 anos, que começou a estudar no Centro Educacional I neste ano, conta que participar da película foi importante para a socialização.

Fonte: Redação.

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