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Inflação de julho fica 0,67 ponto porcentual menor que a de junho

Preço de atacado dos hortifrutigranjeiros no DF caiu 0,38%, segundo pesquisa divulgada nesta terça (11) pela Codeplan. Brócolis registraram redução de 42% 

Foto: Internet.

A inflação em Brasília em julho foi de 0,38% e ficou 0,67 ponto porcentual abaixo da verificada em junho, quando marcou 1,05%. A capital do País acumula no ano variação de 5,18% — a menor taxa entre as 13 localidades pesquisadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, a alta é de 8,96%.

O índice mensal, o acumulado no ano e em 12 meses no Distrito Federal ficaram inferiores às médias nacionais, de 0,62%, 6,83% e 9,56%, respectivamente. Os números foram divulgados nesta terça-feira (11) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Para o presidente da empresa, Lucio Rennó, apesar da queda, o resultado ainda se mostra preocupante. “Temos um nível de inflação que é acima do desejável e, consequentemente, sofremos pressões no combate à carestia e ao aumento de preços.”

Hoje também anunciaram-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que atingiu 0,37% em Brasília em julho, ficando 0,40 ponto porcentual abaixo do índice do mês anterior, e o Índice Ceasa-DF, que indicou queda de 0,38% no preço de atacado dos hortifrutigranjeiros.

Grupos
Segundo os grupos que compõem a estrutura de cálculo do IPCA, com base nos pesos de cada um, o setor de alimentação e bebidas, embora tenha registrado menor avanço nos preços (0,42%), contribuiu com 0,09 ponto porcentual ao índice geral. As maiores altas ocorreram nas frutas, como o mamão (10,37%) e a pera (7,06%), e no pão de queijo (8,20%).

Na habitação, que impactou o resultado geral da inflação no DF com 0,08 ponto percentual, o acréscimo chegou a 0,47%, com destaque para a elevação dos preços dos revestimentos de piso e parede (3,16%) e das tarifas de energia elétrica residencial (2,03%).

Artigos de residência foram os que apresentaram a maior alta mensal em Brasília (1,49%). No entanto, contribuíram com 0,07 ponto porcentual para a apuração da inflação geral. No grupo, entre os que aparecem com maior alta estão os consertos de refrigeradores (5,92%), tapetes (5,12%) e móveis para sala (3,55%).

Transportes e saúde e cuidados pessoais ficaram 0,41% e 0,45% mais caros, respectivamente. No primeiro, o destaque foi a majoração das passagens interestaduais (7,62%) e do transporte escolar (0,58%). No segundo, os maiores aumentos estão relacionados a dentistas (0,88%) e a medicamentos (0,21%).

Já no INPC por grupos, as maiores altas foram registradas entre os artigos de residência (1,28%), seguidos por despesas pessoais (0,72%), transporte (0,49%), habitação (0,43%) e alimentação e bebidas (0,40%).

Enquanto o IPCA calcula a inflação baseada na estrutura de gastos de famílias com renda de um a 40 salários mínimos, o INPC tem como base de um a cinco salários mínimos. No ano, o INPC em Brasília acumula alta de 6,12%, e, em 12 meses, de 9,07% — índices maiores do que os acumulados pelo IPCA. “Significa que os preços para os consumidores mais pobres estão altos, até mais do que para os mais ricos”, explica Rennó.

Ceasa
Levantamento feito pelas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) indica que os hortifrutigranjeiros ficaram 0,38% mais baratos em Brasília em julho. O preço das verduras teve redução de aproximadamente 20% — os brócolis, de 42% e o espinafre, de 34%, seguidos pela alface americana (- 23%) e o repolho (- 20%). Os legumes diminuíram 2,56%, especialmente o pimentão verde (- 42%) e a berinjela (- 18%). Mesmo assim, a produção retraída fez subir o maxixe (57%), a batata-doce (10%) e a cebola (9%).

Em agosto, a previsão da Ceasa é de estabilidade. A banana nanica e a maçã podem ficar mais caras, devido à menor produção, enquanto as folhagens tendem a sofrer leve queda caso não chova muito.

Morango, goiaba, batata lisa e cebola também devem ter o preço reduzido. “Todo produto produzido aqui na região e, especialmente, dentro do DF, serve como âncora de preços, já que o frete age menos sobre ele. Assim, ao chegar ao comércio, o produtor pode ofertá-lo por um valor mais baixo sem deixar de ter lucro”, analisa o economista da Ceasa João Bosco.

O Índice Ceasa-DF demonstra o movimento dos preços praticados pelo mercado atacadista no Distrito Federal.

Também participaram da divulgação das pesquisas o gerente de Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio de Souza, e o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz.

Fonte: Redação.

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