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Rodoviários mantêm greve nesta segunda-feira

Em assembleia no domingo, a categoria confirmou a paralisação geral. Liminar expedida pela Justiça determina frota mínima de 70% nos horários de pico


A partir de zero hora desta segunda-feira (8), os rodoviários de Brasília entrarão em greve geral. A deliberação saiu em assembleia realizada neste domingo (7), no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul. Cerca de 400 trabalhadores participaram da votação e foram praticamente unânimes na decisão. Uma liminar emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no sábado (6) e recebida pelo sindicato nesta manhã, porém, determina que, durante a paralisação, as empresas deverão operar com 70% da frota nos horários de pico e 50% nos entrepicos.

Apesar de os trabalhadores não terem acatado bem a decisão judicial, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Jorge Farias, afirma que a categoria concordará. “A partir das 4 horas, todos iremos para as garagens e, em cumprimento da determinação, asseguraremos o porcentual estabelecido”, diz.

Os horários de pico são das 5 horas às 9h30, das 11 às 13 horas e das 15 às 19 horas. “Em caso de não cumprimento, a multa diária fixada para o sindicato é de R$ 100 mil por dia”, acrescenta Farias.

A Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle, da Secretaria de Mobilidade, informa que deslocará equipes para pontos estratégicos, nos quais verificará se a determinação judicial está sendo cumprida pelos rodoviários.

As cinco empresas — Marechal, Pioneira, Piracicabana, Urbi e São José — que atuam no transporte urbano em Brasília afirmam que entrarão com uma ação de greve no TRT. O documento vai requerer que a negociação com os trabalhadores ocorra sob a supervisão da Justiça.

Plano emergencial
Para amenizar o impacto da greve, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) elaborou um plano emergencial apresentado às companhias. A estratégia prevê, com base no porcentual de ônibus exigido pelo TRT, que as principais linhas — aquelas que ligam as regiões administrativas — circulem, todos os dias, por pelo menos 18 horas (das 5 às 23 horas). Para garantir que isso ocorra, as rotas de menor fluxo podem ser reduzidas. Além disso, as viagens deverão ser realizadas pelos ônibus de maior capacidade das frotas, como os veículos articulados.

Reunião do governo
Na tarde deste domingo (7), o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle; o comandante-geral da Polícia Militar, Florisvaldo Cesar; a procuradora-geral do Distrito Federal, Paola Aires; o diretor-geral do DFTrans, Clóvis Barbará; e os secretários de Mobilidade, Carlos Tomé; e de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, se reuniram para definir ações operacionais com o intuito de garantir que os rodoviários cumpram o que foi determinado pela Justiça, enquanto a greve durar: manter 70% de coletivos em circulação no horário de pico e 50% no restante do dia. O grupo governamental também vai trabalhar a fim de evitar incidentes e acompanhará as negociações entre empresas e o sindicato que representa a categoria.

Reivindicações
Os rodoviários pedem 20% de reajuste salarial, 30% de aumento no auxílio-alimentação e mais benefícios, como cesta básica e plano de saúde. Os patrões oferecem 8,34% no salário com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em reunião no sábado (6), o sindicato chegou à contraoferta de 13%, ainda não apresentada às empresas. A categoria tem até cinco dias para entrar com recurso para derrubar a liminar.
Jorge Farias acredita que cerca de 12 mil trabalhadores — entre motoristas, cobradores e outros profissionais do setor — cruzem os braços. De acordo com o DFTrans, 600 mil pessoas utilizam o serviço dessas cinco empresas diariamente.
Fonte: Redação.

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