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Prévia da inflação é a maior para junho desde 1996

IPCA-15 acelerou para 0,99% neste mês, aponta o IBGE; alimentos e bebidas ficaram ainda mais caros e puxaram a alta

Em junho, somente a cebola ficou mais
de 40% mais cara, segundo o IBGE
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,99% em junho, após subir 0,60% em maio, informou nesta sexta-feira, 19, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento é o maior para o mês de junho desde 1996, quando a alta foi de 1,11%, informou o instituto. 


O resultado ficou acima do intervalo de estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados peloAE Projeções, da Agência Estado, que esperavam inflação entre 0,71% e 0,90%, com mediana positiva em 0,85%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 6,28% no ano, a mais intensa para o período desde 2003 (7,75%). Além disso, o avanço em 12 meses chegou a 8,80%, o maior patamar desde dezembro de 2003, quando foi de 9,86%.

A inflação ganhou força em junho em seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Os protagonistas do índice de preços deste mês foram Despesas Pessoais (0,18% para 1,79%), em função do aumento nos preços de apostas dejogos de azar; Alimentação e Bebidas (1,05% para 1,21%), com cebola, tomate e outros alimentos mais caros; Habitação (0,85% para 1,03%), por conta de aumentos na taxa de água e esgoto e na energia elétrica; e Transportes (-0,45% para 0,85%), em função da alta nas passagens aéreas.

Segundo o IBGE, também ganharam força na passagem do mês os Artigos de Residência (0,41% para 0,69%) e Educação (0,09% para 0,18%). Entre os Artigos de Residência, eletrodomésticos (1,20%) e artigos de TV e som (0,85%) pressionaram o resultado do grupo.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 1,79% no IPCA-15 de maio para 0,87% no índice de junho. Mesmo assim, alguns itens foram destaques de alta, como artigos de higiene pessoal (1,08%) e os remédios (0,76%). Também perderam força entre maio e junho os preços de Vestuário (0,80% para 0,68%) e Comunicação (0,22% para 0,08%), informou o órgão. 

Alimentação. Os alimentos adicionaram 0,30 ponto porcentual à alta de 0,99% registrada pelo IPCA-15 no mês de junho. Segundo o IBGE, só a cebola ficou 40,29% mais cara, enquanto o tomate subiu 13,00%.

Também puxaram a alta de alimentos cenoura (5,59%), batata-inglesa (4,42%), carnes (1,63%), leite longa vida (1,24%), lanche (1,07%), pão francês (0,98%), além de outros.

Considerando as regiões pesquisadas, foi na região metropolitana de Recife que os preços dos alimentos mais subiram (1,84%). A alta menos intensa, por sua vez, foi registrada em Porto Alegre (0,43%).

Impostos. A alta expressiva nas taxas de água e esgoto decorre de reajustes ocorridos em cinco regiões, segundo o IBGE. Em Belo Horizonte, a alta de 13,93% foi a maior entre os locais, impulsionada por um reajuste de 15,03% em vigor desde 13 de maio. Já em São Paulo, o avanço de 4,38% é resultado do reajuste de 15,64%, praticado desde 04 de junho. 

Também tiveram aumentos Rio de Janeiro (3,37%), em função do reajuste de 4,05% em vigor desde 22 de maio; Curitiba (2,20%), por conta do aumento de 5,64% nas contas desde 01 de junho; e Salvador (2,14%), impulsionada por um reajuste de 9,98% desde 06 de junho. 

Além das contas de água, subiram em junho a energia elétrica (1,12%), diante de reajustes em quatro regiões; artigos de limpeza (1,05%); e condomínio (0,93%). Com isso, o grupo Habitação voltou a ganhar força, de 0,85% no IPCA-15 de maio para alta de 1,03% no índice de junho.

Fonte: Redação.

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