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Lula pede doações à militância do PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou ontem a campanha de arrecadação de dinheiro para o Partido dos Trabalhadores. Os recursos diminuíram como consequência da Operação Lava-Jato, que ligou os desvios na Petrobras às doações oficiais recebidas pelo então tesoureiro da legenda João Vaccari Neto. Outros partidos também se esforçaram no Congresso no ano passado para triplicar o valor do fundo partidário, temendo a redução nas contribuições das empreiteiras. Se no início o PT afirmou que rejeitaria as doações de empresas, no 5º Congresso da sigla, em Salvador, essa decisão acabou sendo deixada para depois, quando o Congresso terminar de votar a reforma política — projeto que mantém o financiamento empresarial das campanhas.

De acordo com Lula, cada petista tem que mobilizar para levantar dinheiro para o partido. “O partido tem que ter consciência que um verdadeiro militante do PT precisa ter a obrigação de dar pequena contribuição ao seu partido”, afirmou o ex-presidente. “Porque se ninguém dá, se deputados querem reduzir sua participação, se funcionários em cargo de comissão não querem dar, quem vai dar? Não vai ser nenhum tucano. Não será ninguém de outro partido político ou os coitados dos jornalistas, que ganham pouco e estão sendo mandados embora em larga escala.”

O PT lançou a campanha “Seja companheiro” com uma plataforma para arrecadar dinheiro no endereço arrecadacao.pt.org.br. “Nós temos de depender de nós. É muito importante o partido voltar a fazer o que ele já soube fazer muito bem”, defendeu Lula. As doações podem ser feitas de R$ 25 a R$ 5 mil e o pagamento com cartões de crédito e débito. O ex-presidente disse que as doações empresariais devem ser feitas de “cabeça erguida”. “Não vou dizer quanto vou contribuir, mas serei um contribuinte forte nesse partido, não só fazendo doação que já faço todo mês, mas ajudando e pedindo para as pessoas contribuírem com nosso partido de forma regular e mensal”, enfatizou.

A campanha promete ser bem-sucedida, pelo menos na opinião do tesoureiro, Márcio Macedo, que sucedeu Vaccari após ele ser preso pela Polícia Federal. “Estou muito esperançoso pelo que eu tenho sentido no partido, da necessidade que a militância está de ajudar o PT a financiar as suas contas e ajudar o PT a caminhar com as suas próprias pernas”, afirmou.

Ele defendeu que a decisão sobre rejeitar doações de empresas seja adiada. “O PT deve aguardar a definição do marco regulatório para que, a partir daí, o diretório nacional delibere definitivamente sobre o assunto”, disse Macedo. “Na hora que a legislação estiver definida, o PT poderá debater isso na sua instância deliberativa nacional.”

O líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC), disse que o sistema de arrecadação pode ser eficiente e ainda reaproximar a sigla de suas bases. “Não é só finanças”, disse o deputado. “É aproximar o filiado do partido. Temos mais de 1 milhão de filiados. Se cada um contribuir com R$ 1, teremos R$ 1 milhão.”

Desaforo revoltado
Ontem, Lula criticou o ativista político de direita Marcello Reis, do Revoltado On-Line. Ele foi ao local do Congresso do PT, hospedou-se no mesmo hotel, fez provocações aos petistas e acabou agredido. Para o ex-presidente, Reis é um “desaforado”. “Um desaforado não pode achar que pode vir e avacalhar o Congresso do PT. Temos que mostrar que esse partido nasceu muito diferente dos outros e o sacrifício que cada um fez para fundar esse partido.”

Na noite de quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff defendeu o ajuste fiscal perante os petistas, que têm criticado o contingenciamento de R$ 69 bilhões feito no orçamento e medidas para dificultar o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego. “Esse é o momento para dizermos que nós somos um governo que tem a coragem de realizar ajustes e que faz esses ajustes para dar sustentabilidade, continuidade, perenidade e fazer avançar o projeto de desenvolvimento, de mudanças, que adotamos desde 2003”, afirmou ela.

Fonte: Redação.

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