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Frutas, verduras e legumes da Ceasa são vendidos em 12 locais do DF toda semana

Foto: Bertoldo Neves

Dois ônibus percorrem desde a Granja do Torto até o Riacho Fundo II. O quilo de 25 itens custa R$ 2,79


"Ô freguês, olha o tomate, a batata, o chuchu, a banana e a maça fresquinhos." A frase constantemente ouvida em feiras é desnecessária para os habitantes de 12 locais em 11 regiões administrativas. Isso porque eles têm a opção de comprar os produtos em ônibus que levam até 25 itens da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) por preços abaixo dos de mercado: R$ 2,79 o quilo. A mesma quantidade de tomate, por exemplo, custa entre R$ 6 e R$ 7 nos supermercados.

O programa social Ceasa nas Cidades existe há 20 anos com o objetivo de levar alimentos a comunidades distantes, além de incentivar o consumo de frutas, legumes e verduras. A ideia é aprovada por Alberoni Cavalcanti, médico veterinário, de 52 anos. É a terceira vez que ele faz uso do ônibus, estacionado toda quinta-feira, das 8 às 13 horas, na Quadra 7 do Jardins Mangueiral, em São Sebastião. "Comprei quase 8 quilos de alimentos e gastei pouco; em um mercado, gastaria o dobro", compara.

Na época em que o projeto foi criado, em 1996, seis ônibus foram cedidos pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), mas, com o desgaste do tempo, acabaram devolvidos para a empresa.

Apenas duas pessoas — Antônio Gaspar e Francisco Oliveira — continuaram no programa. Hoje, trabalham com ônibus próprios, compram no atacado na Ceasa e revendem os alimentos no varejo.

A Ceasa é responsável por fiscalizar e acompanhar cada veículo, verificar a qualidade dos alimentos, ajudar a estabelecer o preço — tabelado — e pedir, nas administrações regionais, um local para estacionar. "Os produtos não podem estar muito maduros nem amassados, temos de manter um alto padrão", explica Bráulio Nogueira, chefe de Meio Ambiente da central e responsável pelo programa. Segundo ele, a Ceasa pretende expandir o serviço a outras regiões administrativas, ainda neste ano, por meio de um chamamento público que selecionará novos interessados na parceria.


Fonte: Redação.

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